Blog de Adriano Plotzki


Uma empresa americana acaba de inventar um sistema similar a um DVD que grava informações em "pedras" e pode guardar informações por mais de mil anos (os DVDs costumam apresentar problemas após uns 5 anos). Os novos discos guardarão até 200GB de informação e inicialmente custarão de 25 a 30 dólares.

Matéria em inglês:

http://heraldextra.com/news/local/article_b25c9a30-7242-11de-9feb-001cc4c03286.html?mode=story



Escrito por Adriano Plotzki às 17h03
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Red One Canon 5D Comparison Test from Rick Darge on Vimeo.

No vímeo há uma comparação entre as câmeras RED One e a Canon 5D. David contra Golias! Foram usadas exatamente as mesmas lentes e de cara dá pra notar o seguinte:

Sensor:  O sensor da Red é um pouco menor, pode se notar que corta um pouco o enquadramento, deve ser o mesmo tamanho de um filme correndo na vertical, como as câmeras de cinema, por um outro lado tem menos "alias", já que o sensor da Canon pula algumas linhas para atingir 1920x1080 e não faz um scale com antia-alias.

Gama: Os pretos da Canon ficam muito enterrados, perdem detalhe, já a RED como é em RAW pode se escolher a curva de Gama na pós produção sem problema.

Compressão: Aqui é onde a RED faz uma grande diferença. Não tem comparação! Como ela grava em RAW comporta-se como um negativo, você pode fazer praticamente o que quiser na pós. Com a Canon você pode ter resultados excelentes, mas com muito mais cuidado e planejamento na captação, pois em quase todas as decisões não dá para voltar a atras.

Rolling Shutter: Em movimentos rápidos como no quadro dá pra notar que ele fica distorcido, como se fosse de geléia. Este é um fenômeno comum em todas as câmeras com CMOS, a RED é pouco melhor nesta comparação.

Conclusão: É evidente que a RED é uma câmera muito mais completa, custa 20 vezes mais também. Só o fato de esta comparação ser possível já é um fato notável. Apesar da RED levar cantagem em quase tudo, exceto situações com pouca luz (inclusive na cena do cachorro você pode notar que ela tem mais ruido), a Canon esta quase lá, o que já é excelente!



Escrito por Adriano Plotzki às 10h53
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Na última segunda gravei um vídeo para a marca Diva Couture. Check it out:

Diva Couture from Adriano Plotzki on Vimeo.



Escrito por Adriano Plotzki às 17h19
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Notícia espetacular para usuários da Canon EOS 5D Mark II.  A Canon anunciou o controle manual do vídeo, disponível no dia 2 de junho.



Escrito por Adriano Plotzki às 01h42
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3D Stereográfico

 

É dificil imaginar porquê eles estão de volta. São feios, feitos de papelão e plástico, as vezes até em formato de dinossáuro como o modelo que eu estou usando agora, com lentes plasticas coloridas que distorcem totalmente as cores... você definitivamente não fica estiloso com eles. Mas os óculos 3D estão de volta.  Eles foram criados na década de 50 e os primeiros filmes produzidos para eles eram filmes de terror de gosto duvidoso, como o meu. Parecia uma evolução natural do cinema migrar para esta técnica, assim como aconteceu com o áudio mono, estéreo e depois surround, mas não foi. Um dos motivos é a necessidade de se usar óculos para assistir, já existem sistemas de reprodução sem óculos, mas eles ainda tem problemas. Outro motivo que descobri a pouco é a incrivel dificuldade para produzir filmes neste formato, especialmente antes da computação gráfica ter aparecido. Todo os truques de composição que não tem objetos em 3D são difiíceis de se adaptar a um máterial que você gravou pensando em estereografia. Em filmes 2D é fácil você compor um ator gravado em chromakey e uma floresta atrás dele, basta acertar bem o recorte, a iluminação e etc... As sombras dão a você a ilusão de profundidade no tronco da árvore, por exemplo, mas se for um filme 3D você vai precisar gravar este fundo em 3D também e respeitando uma série de outras variáveis como a distorção ótica das lentes, convergênca das câmeras e outros parâmetros que não eram tão importantes.

Já faz algum tempo que eu venho estudando como produzir filmes desta maneira. Pensei no início que ia ser moleza, botar duas câmeras idênticas lado a lado, apertar o REC e pronto. Gravar um take ou dois com uma lente angular não é difícil, mas quando comecei a me aprofundar um pouco mais comecei a me deparar com alguns problemas:

-A geometria das duas câmeras deve ser perfeita. Além de estarem com os mesmos parâmetros, lentes iguais, foco igual elas devem estar muito bem fixadas e alinhadas para um resultado profissional. Você vai achar muitos vídeos horríveis na internet que praticamente só deixam você estrábico na frente da tela. Resolvi fazer por conta própria um suporte para minhas câmeras se fixarem em um tripé. Fui até o serralheiro mais próximo da minha casa e depois de algumas e horas de muita briga com ele e seu ajudante consegui fazer, tenho total convicção de que até agora não consegui explicar o que eu estava fazendo, mas ele foi soldando o que eu pedi e chegamos em uma solução.

-A convergência ente as câmeras, que é onde a direção delas se encontram é literalmente uma nova dimensão na produção. Nosso olho naturalmente faz isso quando focamos em um objeto, por isso ficamos vesgos ao olhar o próprio dedo na frente do nariz. Além de fazer o foco das lentes, você tem que fazer o foco da convergência. Na verdade á duas "escolas" na industria do cinema com relação a isso. Muitos cineastas preferem gravar com as câmeras em paralelo, pois tem um bom efeito e fica mais fácil compor com efeitos digitais, por um outro lado grande parte do cinema, incluindo James Cameron, prefere gravar com câmeras convergentes, que reconhecidamente tem um efeito bem mais bonito. 

Existem algumas soluções prontas, como lentes especificas para cameras de vídeo da Canon por exemplo, mas você perde muita resolução e defini que queria um sistema full frame para ter uma estética mais parecida com câmeras de 35mm. A solução pronta mais barata neste sentido é a RED 3D, mas está fora do meu bolso, nem mesmo sei se existe uma no Brasil.

Como só tinha uma EOS 5D Mark II, já havia feito alguns testes, mas com fotos ou filmando cena estáticas. Como segunda feira minha produtora vai gravar um evento com 5 câmeras achei a oportunidade ideal de fazer vários testes. Usei câmeras HVR-Z1, já fiz muitas coisas legais com ela como o filme "O Mistério da Monga" para o Playcenter, mas hoje já tenho um pouco de bode. Gostaria de utilizar uma câmera full-frame para ter uma idéia de como se comporta a distorção ótica nas bordas do enquadramento e a convergência, mas testarei isso em breve.

Então fiz vários testes aqui na minha produtora e me senti confiante para sair na rua gravar alguns takes. Confiante e decidido a fazer vários takes pelo centro de São Paulo. Comecei a gravar as imediações do meu prédio e logo me dei conta de onde estava e a minha situação de sair na rua com duas câmeras acopladas em um tripé Manfrotto sozinho. Estava chamando muito a atenção, muitos perguntavam que diabos eu estava fazendo. Um fiscal da CET que fazia um lanche no Bar Estadão se aproximou ate onde eu estava, na hora me veio um frio irracional na espinha e pensei "vou ser multado", esta sensação durou uns 5 frames e me dei de conta que nem estava em um carro. Ele era me disse que adorava assistir filmes em 3D, tem o óculos em casa e não achava muita coisa para assistir, então baseado nisso eu pensei, "estou no caminho certo".

Para aqueles que tem óculos anaglíficos azul e vermelho:

 

 

First 3D tests (testing the geometrics) from Adriano Plotzki on Vimeo.



Escrito por Adriano Plotzki às 13h48
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Filmes feitos com a Canon EOS 5D Mark II - Cristina

Christina on 5d Mark II from Barry Goyette on Vimeo.



Escrito por Adriano Plotzki às 00h32
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Vídeo de alta definição em câmeras fotográficas digitais.

A caixa de pandora foi aberta!!! Imagine uma câmera pequena, barata e que grava 1080p com um CMOS Fullframe. Esta câmera existe e se chama Canon EOS 5D Mark II e o mais incrível é que ela é uma câmera fotográfica. Os processadores das câmeras fotográficas profissionais tem ficado cada vez mais rápidos e não deveria ser surpresa o fato de uma hora destas terem velocidade suficiente para produzir vídeo em um formato profissional, mas o fato é que isso parece ter chegado de surpresa e estar causando um grande impacto na industria de câmeras de vídeo.

Bem, olhando assim parece que é só vender a sua XD-CAM, HDCAM, RED ou outra câmera HD qualquer e sair gravando com ela por ai, mas não é bem assim. A primeira coisa a saber sobre ela é que ela "não é uma câmera de vídeo". Sabendo isso fica mais fácil conseguir trabalhar com ela, sobre tudo quando você se irritar com a falta de recursos de operação e regulagem que são muito básicos para qualquer câmera de vídeo profissional. O primeiro item que vou citar já vai fazer com que 70% dos leitores que acompanham a matéria até aqui fechem a página e apaguem o blog do seu histórico: A câmera não possui controles manuais de Shutter, Iris e ISO no modo de vídeo. Isto deve ter sido chocante para todos que não sabiam ainda deste detalhe, mas para quem tiver estômago para continuar lendo a uma solução. O foco automático é péssimo no modo de vídeo, por ser baseado no contraste e não por Infravermelho como nas câmeras de vídeo não pode ser usado enquanto se está gravando sem evitar péssimos resultados, mas para quem já está acostumado com o foco das lentes de cinema, onde praticamente não há foco automático, não deve ser problema certo? Não é bem assim, pois o movimento necessário para fazer o foco nas lentes fotográficas é muito curto, é difícil ter precisão. Você vai precisar treinar bastante cada take e ter uma boa monitoração.  Monitoração, aliás é um dos problemas, pois a posição do LCD (que por sinal é bem bacana) não ajuda. Se você for gravar algo com câmera baixa vai ser praticamente impossível monitorar alguma coisa sem deitar no chão. Já as opção de saída para monitores externos são a saída de vídeo composto e um cabo mini hdmi (na resolução de 640x480 apenas). De um modo geral a ergonomia da câmera é bem ruim. Fora do tripé é difícil manter ela estável, uma vez que ela é muito pequena. Já existem vários "rigs" para montar a câmera e resolver estes problemas, os principais são fabricados pela Zacutto e pela RedRock, mas chegam a custar mais do que a câmera.

Enfim... você já sentiu que não é um mar de rosas, mas então porque ela é tão especial? Dois motivos são os principais: O CMOS fullframe e a ótica.  O tamanho do sensor é o mesmo de um filme de 35mm o que permite ter uma profundidade de campo pequena que é um dos motivos de ela ter este look tão interessante e mais próximo a película do qualquer outra câmera de vídeo sem adaptadores especiais. Neste caso tamanho também é luminosidade e em condições de pouca luz ela consegue ser superior até mesmo do que a RED ONE (por favor, não estou falando que esta câmera é melhor do que a RED! Ela não é).  Uma outra vantagem evidente são as opções de lentes. Para quem estava acostumado com a realidade espartana das lentes de vídeo, todo um novo colorido surge no horizonte das produções. Com a baioneta EF você pode usar toda a linha da Canon, que tem mais de 90 opções, sem falar de adaptadores para lentes Nikon e Hassel Blade.

Mas porquê a Canon fez uma câmera com características tão poderosas e ao mesmo tempo com limitações tão severas. Há várias teorias. Uma delas fala que é uma reserva de mercado para proteger a sua linha de câmeras profissionais, o que pode perfeitamente ser verdade, uma a outra teoria tem haver com a primeira frase que escrevi. Os engenheiros responsáveis pelas câmeras fotográficas da marca colocaram a função de gravar vídeo sem idéia da repercussão que isto teria. Não tenho acesso a ninguém que saiba o que aconteceu, mas é certo que a Canon ficou surpresa com a reação dos profissionais do meio. A febre nos EUA por esta câmera é gigante e era um dos modelos mais comentados da NAB. Grandes produções estão usando esta câmera, alguns relatos confirmados como em Ghost Whispers e outros programas nos EUA e outros fortes boatos como na produção de Ironman II e nos estúdios da Disney. Sei que os mais puristas vão achar impossível uma produção de US$ 150.000.000,00 usar uma câmera como esta, mas temos exemplos que dizem ao contrário como em Cartas de Iwo Jima onde forma usadas câmeras HVR-Z1 dentro de latas de munição para criar subjetivas inusitadas (na época foi julgada melhor câmera na relação (qualidade/tempo degravação e tamanho, pois era a única que cabia dentro das latas sem que os figurantes soubessem).

As expectativas para que a Canon libere uma atualização de firmware com controle manual do modo de vídeo e resolva uma parte dos problemas são gigantes, outros pedidos também são feitos aos milhares em fóruns espalhados pela Internet como 24p, gravação em RAW e etc... Francamente, não dá pra acreditar que não seja tecnicamente possível liberar o controle manual, o que tem desgastado um pouco a relação dos clientes com a marca. Várias noticias nos últimos dias tem levado a crêr que uma solução está a caminho. O representante da Canon na NAB citou esta possibilidade e falava com muita empolgação sobre a câmera em suas entrevistas (praticamente só sobre sua função de vídeo) e a Nikon, que tem outra câmera reflex que grava vídeos chamada D90  já falou que vai liberar o controle manual para o modo de vídeo. A própria marca já havia declarado que não colocou algumas funções no modo de vídeo devido a pressa para lançar a 5D Mark II, já que a concorrente foi lançada primeira.

Enfim... A Canon EOS 5D Mark II é uma câmera que abre um uma nova era para o cinema de baixo custo, um degrau a mais do que a RED, que ainda é cara para boa parte das produções deste tipo. Apartir de agora vai ser muito interessante ver que atitude grandes marcas do setor como Sony, JVC, Panasonic vão tomar. 

Uma pequena observação: A Canon EOS 5D Mark II também tira fotos!

 



Escrito por Adriano Plotzki às 16h06
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